Essas menções aos espíritos idênticos e ao amor especial que os une não se configuram em romantismo apenas; creio efetivamente na existência das almas gêmeas, em suas incríveis semelhanças e no singular amor que atrai uma para a outra nessa caminhada de inúmeras encarnações. Quando da criação dos espíritos, Deus dividiu cada um em duas partes, duas almas (energias – masculina e feminina), e as soltou no universo para livremente evoluir. Quando atingissem patamares semelhantes de progresso espiritual, encontrar-se-iam para viver um amor sem igual e sentirem-se, enfim, completos, expurgando de vez o vazio inexplicável de suas vidas, até então. Durante algumas encarnações, as almas se encontram, mas quase sempre não podem ainda ficar juntas, vez que estão imbuídas de outros compromissos espirituais e/ou carmas a superar, mesmo assim esses encontros temporários se apresentam de modo especialíssimo. Em sua infinita bondade, Deus ampliou os laços de convívio das almas, concedendo ainda dois Anjos e dois Elementais, formando assim os seis espíritos, a família gêmea. Cada alma gêmea possui seu anjo da guarda e seu elemental, o primeiro cuida do espírito, protegendo e inspirando; o segundo, zela pelo corpo físico e perispírito astral. Quando chega o tempo (por merecimento conquistado) de as almas gêmeas ficarem juntas (e com elas, toda a família gêmea), o paraíso prometido por Deus se abre definitivamente.Outra vida nova chance – Editora Flor & Cultura, 2001, p.11 e 12


O uso frequente da internet reduz nossa capacidade de ler textos longos. Os perigos de uma rede de computadores cada vez mais inteligente e poderosa. Dei-me conta que tenho cada vez menos paciência para ler textos longos ou livros. Minha concentração se dispersava depois de duas ou três páginas. Estou sempre tentando trazer minha mente de volta ao texto. O que antes fazia com prazer virou um martírio. Não penso mais da maneira que costumava pensar. Estou convicto de que não se trata de um problema pessoal. Os blogueiros, na maioria das vezes, estão mais interessados em alguém que leia seus textos, do que ao contrário. O Google está nos tornando estúpidos? Acredito que a internet transformou nossas mentes. Os meios de comunicação não são canais passivos de informação. Eles fornecem o conteúdo de nossos pensamentos, mas também modelam o processo de pensamento. Um internauta que salta de site em site condiciona a mente a receber informações de forma rápida e superficial. Os circuitos neurológicos adaptam-se a essa nova realidade, o cérebro, mesmo o de adultos, é dotado de enorme plasticidade. O cérebro consegue se reprogramar em pleno vôo, alterando a forma como funciona. As pessoas têm hoje dificuldades de mergulhar em textos longos, os usuários exibem um comportamento ligeiro e inconstante. Lêem no máximo uma ou duas páginas de um artigo ou de um livro antes de trocar de site. Alguns arquivam textos longos, mas raramente voltam a consultá-los. Fica evidente que os usuários não lêem no sentido tradicional. É uma nova forma de leitura. Navegam por títulos, sumários e resumos de textos. Parece que estão online apenas para evitar uma leitura no sentido tradicional. A mesma superficialidade parece contaminar a academia. Apesar de ter à sua disposição uma quantidade cada vez maior de versões online de publicações científicas, os pesquisadores tendem a pesquisar na internet um número reduzido de artigos: os mais comentados entre os colegas, ignorando todo o restante. A pesquisa científica online acelera o consenso. É um comportamento bem diferente daquele exibido por pesquisadores de outras eras, que gastavam um tempo enorme fuçando trabalhos em bibliotecas e que, pela própria natureza da consulta, esbarravam em trabalhos de diferentes campos do conhecimento, que, ao final, acabavam sendo citados nos seus estudos. O uso incessante da internet provavelmente afeta também a nossa memória, uma vez que não temos mais a necessidade de lembrar daquilo que está facilmente à nossa disposição no universo virtual. O que não é, necessariamente, negativo. São circuitos neurológicos que podem ser empregados em outras atividades. É contraditório afirmar em meu blog, já que espero que alguém, pode ser apenas um internauta, que nosso desempenho intelectual melhora quando estamos fora da rede e cai quando estamos online. Será que não ficamos mais idiotas quando estamos fora do Google, mas mais espertos quando estamos no Google? É muito provável que sim ou não, já estou completamente confuso, talvez já esteja com inteligência, a pouca que tenho, afetada pelo muito tempo diante do computador. O dilúvio que está nos afogando é o do excesso de informação. O Google e outros instrumentos da internet apenas nos ajudam a sobreviver em meio ao enorme fluxo de dados da sociedade contemporânea.







